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Lá se foi o homem da maçã…

Ontem morreu Steve Jobs. Fazia tempo que eu não me comovia com o falecimento de uma celebridade. Mas a morte de Jobs realmente representa uma perda sem tamanho para nosso mundo atual. O homem que criou uma das maiores e mais bem sucedidas empresas do mundo, oculta na simplicidade de uma maçã que já foi colorida e agora era tão somente branca, era muito mais do que um entusiasta da tecnologia. É provável que os historiadores digam, no futuro, que Steve Jobs foi uma das pessoas mais importantes desta era.

Não vou ficar aqui falando sobre quem era Steve Jobs. Para isso, há uma infinidade de sites, informativos, jornais e é bem capaz que haja até um Globo Repórter. Basta assistir o vídeo abaixo e compreender, rapidamente, que Jobs era muito mais do que somente um ser humano por trás de máquinas maravilhosas.

Espero que ele esteja em paz, onde quer que esteja, mas que não descanse. Algumas mentes brilhantes jamais deveriam descansar…

“Stay hungry, stay foolish”.

 
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Publicado por em outubro 6, 2011 em Eventos, Internet, Opinião

 

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Falando sobre produção literária…

Fui convidado pelo Rogério Batista da faculdade Estácio de Sá e pela Joana Franco, coordenadora do curso de Design Gráfico daquela faculdade para participar da 4ª Semana de Design Gráfico realizada no campi da Estácio de Juiz de Fora. O objetivo era que eu falasse da minha experiência na produção editorial, que vai desde a pesquisa, até a editoração do material, passando pela produção dos textos, coordenação, revisão e planejamento final dos livros.

Falando da Midgard Box

Falando da Midgard Box

Usei como case os livros da série Vikings: Guerreiros do Norte e chamei a palestra de Criação e Recriação de um Produto Editorial. O intuito era mostrar todo o processo de produção dos produtos da série Vikings e, principalmente, falar do processo de reconstrução do produto com a adaptação dos livros para a 4ª edição do D&D. Isso fez com que eu precisasse dar uma breve explicação do que é RPG, de como é o mercado editorial dos livros de RPG, da Wizards Of The Coast e do D&D em suas edições e, por fim, dos produtos em questão (os livros da linha Vikings).

Para mim foi uma experiência nova e muito interessante. Apesar de minha palestra não possuir um foco acadêmico, foi feita para um público acadêmico, formado por alunos da faculdade ávidos por saber das experiências de design fora da faculdade. A receptividade foi muito legal e os participantes se mostraram interessados, fazendo perguntas e observando os materiais que eram apresentados. Acho que o objetivo da palestra foi alcançado, como disse o Rogério Batista ao fim, pois conseguir mostrar um pouco do fazer autoral, mas que também é focado nas tendências e necessidades do mercado; bem como relatar as experiências por trás da feitura de um livro, a pesquisa de materiais, a questão de adaptação às mudanças do mercado, as ferramentas usadas e necessárias para a produção de um livro e sobre a minha paixão no trabalho de designer gráfico, que é a editoração.

Muito obrigado ao Rogério Batista, à Joana Franco e à Universidade Estácio de Sá pelo convite. Foi bastante gratificante e eu espero poder repetir a dose outra vezes.

Palestra na Estácio de Sá Juiz de Fora
(Clique para ver mais fotos)

 
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Publicado por em setembro 4, 2011 em Design, Vikings: Guerreiros do Norte

 

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Mérito e Demérito

Faz tempo que eu não escrevo aqui. Em parte por falta de tempo e em parte por desânimo e por estar com a cabeça voltada para outras questões. Mas, dizem os pensadores, cabe aos escritores transformarem em palavras as suas experiências, angústias, felicidades e infelicidades, ou seja, os detalhes de suas vidas e as acepções que depreendem destes detalhes. Por isso, decidi escrever sobre uma palavra que vem pipocando na minha cabeça há alguns dias: mérito.

mérito
mé.ri.to
sm (lat meritu) 1 O mesmo que merecimento. 2 Valor moral ou intelectual. 3 Aptidão, capacidade, superioridade. 4 O que torna uma pessoa, obra ou ação dignas de elogio, estima ou recompensa. 5 Aspecto de um ato administrativo que o torna adequado, conveniente e oportuno para o interesse público. 6Dir Matéria sobre que versa, no processo, o pedido do autor.Antôn (acepções 1, 4 e 5): demérito. sm pl Bons serviços no exercício de um cargo ou função. Sistema do m.: sistema de recrutamento dos funcionários públicos por concurso de provas.

Conforme o dicionário Michaelis, acima, podemos e devemos relacionar o mérito com recompensa. O que significa que se alguém é bom em alguma coisa, ou faz por merecer, deve receber uma recompensa por isso. Deve ser premiado. É esse conceito que permeia as competições esportivas, por exemplo, algumas saudáveis relações de trabalho e até mesmo algumas instâncias artísticas. Isto é, se você é bom, é dedicado, tenta fazer sempre o melhor e se compromete com aquilo que faz, você deve ser recompensado por isso, deve receber benesses de seu trabalho e de seu esforço, certo?

Nem sempre…

Infelizmente, em algumas (ou muitas) instâncias do serviço público no Brasil a meritocracia ainda não é uma realidade. Ser dedicado, estar à frente quando necessário, assumir responsabilidades e se comprometer de verdade com o trabalho não se configuram em prêmios e sim na geração de mais trabalhos, mais responsabilidades, mais dores de cabeça e mais comprometimento. Enfim, seja bom e ganhe mais trabalho: esse é o prêmio que um servidor público brasileiro recebe. E muito disso advém da confiança que se deposita no bom funcionário. É para ele que acabam indo as tarefas mais complicadas ou de maior importância ou responsabilidade. Pois, sabe-se, ele pode conseguir resolver ou pelo menos vai se esforçar para conseguir fazê-lo.

O Dedicado

O Dedicado

Mas aí alguém pergunta: e o mal funcionário? O que acontece com ele? Esse, infelizmente, se transforma num estorvo para a administração. É aquele cara complicado que sabe fazer somente os trabalhos mais simples, repetitivos e que não está disposto a pensar ou a gastar seu tempo e sua disposição com o serviço. Nem no horário de trabalho. Geralmente é um “reclamão”, que quer “fazer” seu trabalho sem ser incomodado. E quando é incomodado, sai de baixo! Recorre a conchavos políticos, a amigos e até àquela pastinha em que guarda segredinhos comprometedores de grande parte de seus “colegas” de trabalho. Isso sem contar na confusão que arruma… Ou seja, esse é um cara que todos querem deixar quieto mesmo, fazendo o servicinho medíocre dele, sem incomodar e sem deixar que ele incomode os outros. Aliás, porque mexer com ele se temos o funcionário exemplar (aquele do mérito) que vai fazer as tarefas mais complicadas sem reclamar?

O Mal

O Mal

Mas o pior não é o fato de imputar a uns poucos (aqueles do mérito) os deveres mais importantes e mais complicados. O efeito mais perverso disso é a desmotivação. Sabemos que a administração pública ainda está caminhando a passos lentos em questões relacionadas à motivação. Mas quando a lógica do mérito não é aplicada, a tendência é que seja criada uma enorme cadeia desmotivacional, que culminará com a transformação do bom funcionário, o do mérito, no mal funcionário, o do demérito. É simples: porque eu vou me esforçar, trabalhar com afinco e me desgastar se no final as recompensas são as mesmas? Ou melhor, os vencimentos são os mesmos, mas a recompensa do funcionário do mérito é simplesmente aquilo que lhe dá o mérito: mais trabalho! É claro que dizendo isso, eu estou desconsiderando qualquer hombridade por parte do bom funcionário que, provavelmente, é bom por ser honesto com o serviço e dedicado por natureza. Mas é bem possível que nem o mais comprometido resista a anos de mérito premiado com demérito.

E as alternativas que restam: abandonar o barco ou tornar-se mais um parasita…

E, no final, o serviço público, que tem as ferramentas necessárias para ser exemplar, que deveria ser o espelho para as outras esferas e que, sobretudo, tem o dever de servir bem a uma população que paga (e caro) por ele, acaba caindo naquele velho conceito: “se é público não funciona”.

Não sou administrador, não sou adepto de teorias administrativas enlatadas dos países desenvolvidos, sou extremamente crítico a modelos motivacionais (principalmente aqueles que tentam suplantar o simples e justo pagamento de um salário adequado), mas acho que alguns setores da administração pública estão precisando “comer muito angu” para aprender, de verdade, como fazer o mérito valer, tão somente, o seu significado no dicionário.

 
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Publicado por em agosto 26, 2011 em Devaneios

 

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Vikings Televisivos

Algumas semanas atrás a TV Panorama, sucursal da TV Globo na zona da mata de Minas Gerais, entrou em contato conosco, os autores do RPG Vikings, para gravar uma matéria a respeito do uso da tecnologia na produção de livros. A matéria foi bastante significativa e transmitida no MGTV, maior jornal televisivo da região. Além de tratar do assunto específico (tecnologia e literatura), serviu para mostrar o RPG sob um viés diferente.

Matérias como essa, além de serem um excelente veículo promocional, servem para mostrar que o RPG é um produto literário como qualquer outro e deve ser tratado como o tal.

A reportagem foi exibida no MGTV 1a Edição no dia 19/06/2011 e serviu para mostrar também como é a produção dos livros da linha Vikings e como os autores trabalham à muitas mãos, mesmo à distância.

Veja a matéria escrita aqui: http://megaminas.globo.com/2011/06/29/mg-tec-computadores-rompem-barreiras-fi…

 

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Um Barco Viking

Um amigo, Paulo Carnevali, tem grande habilidade para trabalhos com maquetes e réplicas em miniatura de veículos e construções. Faz algum tempo, ele decidiu fazer para mim um drakkar a embarcação usada pelos vikings em suas incursões guerreiras. É um trabalho minucioso, complexo e que demanda uma paciência de Jó. E é, acima de tudo, um trabalho bastante demorado…

Por isso, ele vem me enviando as fotografias do processo de produção a cada fase e posso dizer que o barco está ficando fantástico. Se não me engano, ele já possui mais de 500 peças e sua montagem vai de vento em popa (trocadilho infame!). Então, quem quiser acompanhar um pouco dessa produção, basta ver as fotos. Vou atualizando na medida em que for recebendo novas, até que o barco esteja completo.

Um barco Viking

 
 

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Mage Knight – O Retorno!

No ano 2000 a Wizkids Games lançou um jogo chamado Mage Knight. Tratava-se de um wargame com miniaturas no qual cada jogador montava o seu próprio exército através de um sistema de pontuação. Para os mais xiitas o jogo não era o melhor ou mais equilibrado dos wargames, mas para mim era um dos mais divertidos jogos de miniaturas em que já havia posto as mãos.

Uma miniatura de MK

Uma miniatura de MK

O grande diferencial do Mage Knight é o fato de que você não usa fichas ou diagramas das miniaturas nas mãos e não precisa de um tabuleiro para jogar. Cada peça possui em si mesma, todas as suas estatísticas, que vão de velocidade, potencial de ataque e defesa até arco de ataque e custo em pontos. Ou seja, tudo, exatamente tudo, que você precisa está informado na miniatura. E para medir os espaços de deslocamento e ataques à distância das peças no jogo, usa-se uma fita marcada com polegadas (uma espécie de fita métrica, em polegadas), usada para medir o quanto o personagem pode se deslocar ou a que distância ele pode acertar. Ou seja, tendo as peças um jogador pode usar como cenário qualquer mesa, cama, chão e até o jardim da sua casa. Mas é claro que era sempre mais legal criar um cenário de isopor ou outros materiais, ou usar um cenário oficial (como o castelo abaixo)…

Infelizmente, com o lançamento do Mage Knight 2.0 em novembro de 2003 o jogo sofreu uma série de modificações na regra, que culminaram com sua descontinuidade em 2005. O objetivo do MK 2.0 era exatamente corrigir alguns desequilíbrios que foram surgindo no jogo ao longo das sucessivas séries que eram lançadas. No entanto, o tiro saiu pela culatra. A introdução dos novos elementos (que eram bastante interessantes, como artefatos, por exemplo) deixou o jogo ainda mais desequilibrado e fez com que algumas peças mais antigas perdessem a importância. Miniaturas raras, caras e poderosas passaram a ser comuns e pouco essenciais no jogo. Isso fez com que muitos jogadores se desinteressassem pelo MK e migrassem para o D&D Miniatures (que era um jogo de miniaturas, mas com peças que eram compatíveis com o D&D, ou seja, você comprava um wargame e podia usar as mesmas peças no RPG). Por fim, com a debandada dos jogadores e a concorrência, o Mage Knight parou de ser produzido em 2005 e deixou muitos jogadores órfãos no mundo inteiro, inclusive eu.

Mesa de MK - Invasão de um Castelo

Mesa de MK - Invasão de um Castelo

Na época desenvolvíamos um jogo, eu e o Fernando Scheffer, chamado Terraplana. Era uma espécie de World of Warcraft com miniaturas. Cada jogador tinha um exército inicial e comandava um território no mundo de Terraplana. Eles tinham que coordenar seus soldados e tomar novos territórios, além de gerir recursos como ouro, alimentos, materiais de subsistência etc. Além disso, os participantes podiam fazer conchavos e combinar jogadas, tais quais suseranos de terras em guerra. E havia um pool de miniaturas que era destinado aos jogadores, de modo que estes podiam adquirir novos soldados com seus recursos. Mas com o fim do MK, Terraplana também teve seu fim.

No entanto, em Outubro de 2010 a Wizkids finalmente nos trouxe uma boa notícia: a retomada do Mage Knight. Eu já vinha dizendo que estamos vivendo uma época em que as boas coisas do universo nerd estão retornado à ativa. Podem me apedrejar, mas acho que isso começo com a 4a edição do D&D, que trouxe elementos que estavam perdidos no D&D e fez com que muitos jogadores das antigas retornassem ao jogo. Depois, no Brasil tivemos a retomada do Vikings pela Conclave e a entrada de editoras como a Retropunk e a RedBox, que nos remetem exatamente à fase áurea do RPG brasileiro. Espero que, com o renascimento do Mage Knight tenhamos mais uma prova de que os RPGs, os cardgames, os wargames e todos os outros jogos desse tipo não estejam morrendo, mas, pelo contrário, continuam ativos e mais vivos do que nunca.

 
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Publicado por em maio 28, 2011 em RPG, HQs e Cards

 

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Onde deve ser o SketchcrawlJF

Falei aqui do evento SketchcrawlJF. E como comentei no post, a organização do evento ainda está decidindo onde este vai se realizar, então, atendendo a um pedido do Rogério Caetano, estou lançando uma enquete. Ajude-nos a decidir onde deve ser o SketchcrawlJF de 2011:

 
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Publicado por em maio 18, 2011 em Design, Eventos

 

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