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Imersão Criativa

20 abr

Há algum tempo atrás o blog ficou repeleto de Vikings, né? Cultura viking, Edda, mitologia nórdica, povos do norte da Europa, deuses e mitos e por aí vai. Deve ter gente que não se interessa pelo assunto que até deixou de visitar a Toca por conta disso. E realmente, foi povo do norte para tudo quanto é lado. Mas eu explico!

Ocorre que meu processo criativo funciona assim. Se estou trabalhando em algo, preciso mergulhar naquilo, absorver o máximo de informações, conceitos, dados e características sobre o assunto, fazendo com que tudo isso fique orbitando em minha cabeça de modo que uma boa idéia possa pipocar a qualquer momento. Ou seja, é necessário estar imbuído da essência daquele tema para fazer aflorar possibilidades de idéias e conceitos.

E imergir no assunto para mim é mais importante do que eu podia imaginar.  Ocorre que, quando escrevemos um material sobre determinado assunto não colocamos ali todo o conhecimento que acumulamos sobre aquele tema. Escrever passa a ser, também, fazer um recorte de uma realidade e apresentar no que se publica apenas um viés, um ponto de vista e com foco num ponto específico. Todo o restante do conhecimento acumulado permanece latente, esperando o “momento certo” para ser revelado. E como momento certo entenda-se a melhor alternativa, a melhor forma, o melhor suporte e, principalmente, o momento em que imerginos numa fagulha de conhecimento, a transformamos em chama criativa e a fazemos as labaredas se transformarem em história.

Imergindo nas Minas Gerais

Imergindo nas Minas Gerais

Mas por que eu estou falando isso tudo? É porque estou indo para Ouro Preto amanhã e, com a viagem, provavelmente irei imergir no assunto e nos conceitos que formam muito da história de “Ouro e Sangue” (título provisório), romance que estou escrevendo há anos. E há anos não tem andado da forma como deveria. E concluí que o que está faltando é falta de imersão e excesso de zelo ao escrever. E como vou apresentar este material como projeto da Lei Murilo Mendes, agora ele tem que sair. Então, é claro, devo imergir nas montanhas de Minas Gerais, na cidade permeada pelo barroco, na Inconfidência Mineira e na Inquisição do período colonial brasileiro.

E também quero saber: todos que trabalham com criação têm também essa necessidade de imergir no assunto para fazê-lo transformar-se em algo no final?

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Publicado por em abril 20, 2011 em Inutilidades, Opinião

 

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