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Daemonium

26 jul
Capa do Crepúsculo 3ª Edição

Capa do Crepúsculo 3ª Edição

Inaugurando os contos no blog vou disponiblizar os contos introdutórios do Crepúsculo 2ª Edição. Aqui vai o primeiro – Daemonium – semana que vem coloco o Humanus e na outra o Caelestis. Divirta-se e comente.

DAEMONIUM

Dezembro, 24, 1998.

Hoje é um dia sagrado para meus “irmãos”, graças a Ele e ao Seu Filho. Olhe todos reunidos com suas famílias, trocando presentes, rindo de barriga cheia, alegres. Olhe por mais uma vez a Missa do Galo e todas aquelas contribuições financeiras que só ajudam a fortalecer meu lado, minha causa.

Daqui a pouco estará na hora da “Santa Ceia”, uma fartura gastronômica sem precedentes. Todos elegantes, exibindo suas roupas novas, seus carros do ano, suas companhias graciosas, seus quilos de maquiagem e expondo, na face, a tecnologia mais avançada, na tentativa vã de evitar o inevitável.

Tolos felizes e fúteis. Donos de sua verdade lógica e incontestável, porém distantes do conhecimento mais profundo que só Eu e Ele podemos ostentar.

E quando os presentes são entregues… Cada um espiando o tamanho da caixa que o outro recebe, observando a dimensão das diferenças entre o seu e o do seu “próximo”. Loucos para dizer “o meu é mais bonito”.

Enquanto que os menos interessados nessa troca de “oferendas” trocam carícias em suas camas ardentes, esquecendo-se do caráter “sagrado” da festa ou praticando exatamente o real significado do substantivo designativo da comemoração. Reproduzem-se em nome de uma nova ordem.

Época em que todos estão se preparando para descansar, a começar pelo feriado próximo. Todos acomodados e satisfeitos com o ano que se passou nos conformes. Deitados em suas salas luxuosas, assistindo aos programas mais fúteis em suas enormes TVs, apreciando seu reinado levantado pelo trabalho esforçado de muitos miseráveis e prontos a modificá-lo apenas com um simples toque no controle remoto ou no teclado de seus computadores.

Em suas vidas mesquinhas e prepotentes, esquecem-se daqueles que os colocaram na posição em que estão. Aqueles que desconhecem presentes, festas, fartura e grandiosidade, aqueles que vivem à margem da sociedade, se indagando o porquê de terem vindo ao mundo. Mal sabem eles…

Revoltados por não participarem daquilo que eles mesmos ajudaram a construir com seu próprio suor e sangue.

No julgamento “Divino”, todos eles são pecadores e, diante dos olhos de seu “Criador”, eles serão da mesma forma punidos no Julgamento Final.
Mas na minha concepção eles são apenas aliados, soldados do meu grandioso exército, irmãos! Logo serão todos iguais e saberão a verdade. A verdadeira verdade, a Minha verdade e a verdade dEle.

Não, eles não sabem ainda… Mas breve, muito em breve, todos serão conclamados, e a eles será revelado o segredo.

Pois o IV Crepúsculo já se iniciou…

Para saber mais sobre o RPG Crepúsculo visite o site da Conclave Editora.

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Publicado por em julho 26, 2006 em Contos

 

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