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Lavorar o Café

12 jul
Escrevi essa pseudopoesia quando escrevi o livro “Dos Olhos de Remo, dos Vinhedos aos Cafezais”. O livro conta a saga da família italiana “Coppo”, que como tantas outras veio tentar a sorte no Brasil quando da tomada do poder por Mussolini na Itália. A idéia deste textinho é mostrar um pouco da vida na lavoura de café, sustento de muitos naquela época.

Lavorar o Café

Da cama um salto,

pra torneira que pinga

Água no rosto,

visão da caatinga…

Mão na enxada,

pé na estrada

Lua que some,

sol que aparece

Buraco na terra,

semente no solo

Sangue vermelho

calor amarelo

suor que rega

fronte de fazendeiro

Rubor da face,

cansaço estampado

Trégua na frondosa,

meio dedo de prosa

Azul do céu

Trabalho sem léu,

gosto de fel…

Lavora, lavora!

Café que floresce

Planta que cresce

Colheita!

Secagem!

Torra!

E moenda…

Pó-de-café na venda

dinheiro no bolso

do moço

Já dá para o almoço

Lavora, lavora!

Sustento à contenda

Graças ao bom Deus

Com força!

Perseverança!

E fé…

Sol que esmaece,

lua que aparece

Sono que brota

Água que lava

Corpo que deita

Noite que leva

Tempo que passa

Corpo revive

da cama um salto…

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Publicado por em julho 12, 2006 em Contos

 

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