Alguns vão perguntar: como assim progressivo nacional? Isso existe?! Bem, não só existe, como no caso da banda O Terço é um clássico que nasceu em 1968. E acreditem, os vovôs ainda estão na ativa e com a corda toda. A prova disso é o lançamento de seu DVD ao vivo pela Som Livre.
Tive a oportunidade de assistir ao show da banda no dia 17 de abril, quando vieram a Juiz de Fora (cidade em que venceram o festival de música). Posso dizer que os senhores dO Terço estão dando um banho em muita molecada que acha que faz música por aí. Também, era de se esperar! Uma banda que tem Flávio Venturini na sua formação não é qualquer coisa. Mesmo com uma aparência cansada, Sr. Venturini continua dando um show, seja nos vocais, no violão ou nos teclados.
Mas nem de longe o ex-integrante do 14 Bis é a única atração dO Terço. Muito pelo contrário, a banda tem um todo que se completa. Todos os membros são músicos de peso. Suas letras são muito poéticas e possuem um instrumental que vai de algo meio “Sá & Guarabira” ao “Dream Theater“. Som com aquela quebradeira clássica de progressivo, mas com melodias de extrema harmonia.
O que mais me impressionou na véspera do show foi perceber como tão pouca gente conhece a banda. Basta ler um pouco do histórico em seu site para perceber que o trio já teve grande renome no país. E mesmo assim, quando comentava que iria ao show, alguns me perguntavam se era algum tipo de culto religioso (por causa do nome da banda). Talvez por se tratar de um grupo que sempre esteve fora do mainstreim, que se propôs a fazer algo sem intervenção da mídia de massa e que não traiu seus próprios princípios, ficou relegado aos fãs de verdade e aos admiradores de boa música.
Bem, fica aí a dica. Para quem não conhece e curte som progressivo, é uma ótima oportunidade de valorizar alguns artistas brazucas. Para quem já conhece, fica a lembrança de que o velho progressivo nacional ainda está vivo!









Olha só!!! O Terço tem umas das músicas mais elaboradas que eu conheço, além de (naquela época) ter o Sérgio Hinds como um dos espécimes mais bonitos e interessantes do Brasil. Eu assisti uma apresentação do grupo, na época dos festivais, no ginásio do Sport. E o vocalista ( o belo espécime) era altamente performático… Mas o Flavio Venturini não fazia parte da formação original. Eu acho.
Que bom. Que bom que tem gente que gosta de coisa boa.