05/11 – Dia do Design

5 11 2009

Dia 05 de novembro é o dia nacional do Design (e designer é uma de minhas muitas facetas). Como já falei a respeito da data aqui: Dia Brasileiro do Design, neste post vou apenas enumerar alguns links que acho legais para quem trabalha, admira ou simplesmente quer saber um pouco sobre design. Veja a listinha, ela é bem interessante:

Mundo Das Marcas
Herb Lubalin – Font Designer
Kriando – Branding, Design de Marcas e Design Gráfico
Cidade dos Logos – News » Identidade Visual
Identidade visual Archive – design+lovrs referencias visuais para designers, artistas e amantes das artes
Espaço Design
45+ Beautiful Light Abstract Photoshop Brush Sets | Creative Nerds
Brushes gratuitos para Photoshop





Ouro e Sangue – alguns trechos

1 11 2009

Como havia dito no post Dia Nacional do Livro, seguem abaixo alguns trechos do romance em que estou trabalhando. O título provisório é “Ouro e Sangue”, que tem como personagem principal o detetive Ricardo Coimbra de Almeida, que tenta desvendar uma série de eventos misteriosos na histórica Ouro Preto. Trata-se, ainda, do texto cru, sem revisões tanto ortográfica, quanto semântica. Espero poder retomar os trabalhos com afinco em breve e lançar o livro o quanto antes. Por enquanto, conheça um pouco do trabalho:

“Os fotógrafos se acotovelavam tentando encontrar um bom local nas estreitas janelas de madeira do casario antigo. O tempo chuvoso e a escuridão das ruas mal iluminadas de Ouro Preto mais uma vez não forneciam as condições ideais para fotos de jornal. Já era a terceira noite em três semanas que a cidade era acordada no meio da madrugada pelos gritos apavorados de uma testemunha e pela movimentação da polícia e da imprensa sobre o corpo sem vida de uma jovem universitária. Três semanas, três assassinatos, nenhuma pista do autor dos crimes.

Em meio ao tumulto, o olhar atento do jovem Ricardo acompanhava todos os procedimentos policiais. Vestido em seu sobretudo de linho cinza, com as golas levantadas para proteger o pescoço do frio e com seus óculos embaçados por causa da neblina  e da fina garoa que caía, Ricardo pensava em todas as histórias de Sherlock Holmes que havia lido e imaginava se aquele seria um trabalho para o maior de todos os detetives. O jovem acabara de retornar da Inglaterra, onde concluíra seus estudos de criminologia e pretendia seguir com a carreira que escolhera desde o primeiro dia em que pousou os olhos sobre um livro de Arthur Conan Doyle: ser detetive!”

“O estômago do detetive ficou embrulhado. Ele sentiu sua boca salivar em quantidade, como acontece quando a náusea é intensa e o vômito é iminente. Ricardo virou-se para o lado, tirando a imagem da jovem morta de sua vista e agradecendo a Deus pelo nariz entupido, que o impedia de sentir o cheiro do sangue. Com a boca aberta, retomou o ar, e tentou relaxar. Cuspiu a grande quantidade de saliva e, retirando seu lenço do bolso, aproximou-se do corpo.”

“— Escute aqui, rapaz! Eu sei que você deve estar achando que eu sou um qualquer, um mendigo ou maluco… Pense o que quiser! Não sou louco, sou amigo. Tenho certeza de que você vai se envolver em algo muito maior do que o que imagina. Não me pergunte como sei, eu simplesmente vejo as coisas, elas vêm à minha cabeça, aparecem. Deus me deu esse dom… — Fez uma breve pausa para recuperar o fôlego e dar mais uma tragada e voltou a falar, jogando a fumaça no rosto do detetive — Aceite meu conselho: resolva o que veio aqui para resolver e retorne para a sua cidade. Não se embrenhe na penumbra que está por vir, ou os tentáculos da escuridão podem agarrá-lo para sempre!”

Pretendo publicar outros trechos aqui para atiçar a curiosidade. Comentários são sempre bem-vindos! :)





Dia Nacional do Livro

29 10 2009

“Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever – inclusive a sua própria história”.
Bill Gates

Crepúsculo - terceira edição do meu primeiro livro

Crepúsculo - terceira edição do meu primeiro livro

Isso mesmo, hoje, 29 de outubro, é dia nacional do livro! Infelizmente, no nosso país não temos muito o que comemorar… A cada dia que passa o livro, essa entidade quase mágica, é mais esquecido no Brasil. Sempre fomos um país de analfabetos (e analfabetos funcionais, aqueles que sabem o “BA-BÁ” e só isso) e agora, com o advento da informática e sua popularização, o livro deixou de ser o grande atrativo e tornou-se, novamente, um artigo de elite, para poucos.

É bem verdade que o livro por aqui é um produto caro. Muitas vezes isso é fruto da própria exigência do consumidor brasileiro, que deseja um artigo de qualidade superior e não se interessa por poket books, por exemplo.  Mas nem de longe este é o real motivo do pequeno volume de leitores em nosso país. A valorização da cultura do livro no Brasil nunca foi a meta de órgãos de mídia e de cultura, sejam eles governamentais ou particulares. As campanhas na TV, por exemplo, são praticamente inexistentes. A MTV tinha uma vinheta que dizia: “Desliga a televisão e vá ler um livro”. Mas até que ponto isso era o real desejo da emissora e até que ponto vazia parte de uma estratégia de inversão de marketing (pô, legal, a MTV me incentiva a largar a TV de lado e ler um livro. A MTV é cool, vou continuar vendo a MTV)?

Vikings: Midgard, em parceria com Fernando Scheffer e Victor Scanapieco, foi traduzido para o inglês e vendido no exterior

Vikings: Midgard, em parceria com Fernando Scheffer e Victor Scanapieco, foi traduzido para o inglês e vendido no exterior

Eu sempre fui um apaixonado por livros e, mesmo sendo também apaixonado por tecnologia, não vão ser os computadores, iPods, Kindles e quaisquer outros aparatos tecnológicos que irão me afastar do bom e velho compendio de papel. Ler um livro é um ato de prazer insubstituível. O livro não afeta somente os olhos, mas atua sobre o tato, os ouvidos e nariz (poucos cheiros são melhores do que o de livro novo!). No momento em que tocamos um livro, nos debruçamos sobre ele, há uma comunhão, uma ligação capaz de nos guiar através de suas letras ao infinito de uma miríade de universos, multiversos, personalidades, acontecimentos, fatos, conhecimentos, devaneios, críticas, augúrios, poesias, falácias, amores, desamores, histórias, estórias (ainda existe este termo?!), culturas, tramas, enfim, livro é o cinema da alma!

Abaixo deixo um vídeo experimental (experimental mesmo! Com falhas e tudo mais) que fiz para a faculdade de Design Gráfico há um ano. Trata-se de uma ode ao livro e uma maneira de transmitir um pouco do gesto de se folhear, tocar e sentir as páginas passando entre os dedos. No meu próximo post em comemoração ao dia do livro, ao meu aniversário que vem chegando e à retomada de minha comunhão com o fazer literário, publicarei aqui um pequeno trecho do romance em que venho trabalhando faz alguns anos. Se você tem curiosidade a respeito do meu texto, fique atento! :)

Material relacionado:

• Orkut Literário? : http://tocadocuty.wordpress.com/2009/01/14/orkut-literario/

• Minha Estante no Skoob: http://skoob.com.br/meus_livros/estante/4029/page:1

• Alguns de meus contos:

- http://tocadocuty.wordpress.com/2006/08/18/punicao/

- http://tocadocuty.wordpress.com/2006/08/07/humanus/

- http://tocadocuty.wordpress.com/2006/07/31/caelestis/

- http://tocadocuty.wordpress.com/2006/07/26/daemonium/





O fim do “Bastão de Alegria”

7 10 2009

Eu poderia escrever tanto sobre a evolução dos videogames que meu texto deixaria a sua barra de rolagens do tamanho de um pixel. Mas ao invés de fazer isso vou resumir as minhas palavras ao aviso fúnebre da morte do bom e velho Joystick (bastão de alegria em português claro!).

Desde a chegada do Wii ao mercado houve uma inovação na forma como as pessoas passaram a jogar videogame. O console da Nintendo implementou uma nova forma de se utilizar o Joystick, dando a ele a função de levar à tela os movimentos que o jogador faz com seus braços. Com esse novo método, aqueles jogadores que adoram virar junto com o personagem ou veículo na tela saíram no lucro, pois o seu movimento se refletia no game. Foi uma revolução. Imagine que, segurando o controle, ao mover o braço como que dando uma espadada, o seu personagem na tela girava a espada e atingia o oponente?! E os jogos de carro, nos quais bastava girar o Joystick (como um volante), que o carro fazia a curva! E assim por diante…

Wii, PS3 e XBox 360

Wii, PS3 e XBox 360

Legal demais! Inovador demais! Mas nem faz tanto tempo que foi lançado, nem bem se popularizou no Brasil e já vai ficar ultrapassado.

Com a chegada do Wii, a Sony (Playstation) e a Microsoft (XBox) entraram numa corrida para desenvolver uma tecnologia parecida ou que desse ao jogador a sensação de estar realmente presente dentro do jogo. A Sony parece que ainda está um passo atrás, apesar de o PS3 ser o videogame mais potente do mercado hoje. Já a Microsoft exagerou na inovação. A empresa não deu uma nova função ao Joystick, ela simplesmente o matou!

O Project Natal é o projeto da Microsoft para o XBox 360 que elimina o Joystick. Isso mesmo, você não precisa de uma manete para jogar. Basta você se posicionar na frente do game e fazer os movimentos necessários e o aparelho decotifica os seus movimentos, aplicando-os ao jogo. Não acredita?! Difícil de compreender? Também acho! Por isso, assista ao vídeo abaixo e veja que aquela história de Gamer sedentário acabou! Agora jogador de videogame vai malhar o corpo todo, e não só os dedinhos que tamborilavam sobre o já ultrapassado “Bastão de Alegria”.





O Design como ferramenta de organização

5 10 2009

Muitos dizem que Design é exercício de futilidade. Que o trabalho do designer é tão somente dar uma cara mais bonita a produtos, cartazes etc. Não é bem assim…

A função primordial do Design é, na verdade, a de organizar as informações de modo coerente, facilmente inteligível e belo. Sim, belo! Mas a beleza não é o objetivo final e sim tornar a apreensão de uma informação, ou o bem-estar num determinado ambiente, ou a leitura de algum livro, revista ou folheto mais agradável (s). E quando pensamos em algo mais agradável, imaginamos algo que é prazeroso e, por conseguinte, menos impositivo, mais livre. E tudo aquilo que é mais prazeroso, tudo aquilo que fazemos sem imposição, tendemos a fazer com mais vontade e a compreender (e apreender) melhor.

É fácil entender isso quando pensamos nas informações dispostas em um texto. Imagine um grande bloco de texto, sem parágrafos ou qualquer tipo de identação, sem marcações de títulos e subtítulos, sem negritos, sublinhados ou itálicos e, ainda, escrito todo ele com a mesma fonte, no mesmo corpo (tamanho 10, por exemplo).  Este texto, numa folha, será um grande bloco retangular, formado por palavras dispostas de uma maneira tal, que apenas depois de algumas leituras poderemos depreender aquilo que é mais importante, o que merece destaque, e quais os tópicos ali abordados.

Redesenho de Rótulo de Vinho

O trabalho do designer, neste caso, se assemelha ao de um locutor. Este, quando lê algo em uma rádio (dá uma notícia, por exemplo) usa de timbres vocais diferentes para informações com valores semanticos diferentes, alterna o volume da voz a fim de chamar a atenção para determinados pontos da notícia, dá pausas ou acelera a leitura com o objetivo de imprimir rítimo ao que é dito. Do mesmo modo o designer emprega vários artifícios na organização do texto sobre o papel, dando mais vida ao que é informado. Seja no emprego de cores diferentes, na alternância de fontes e tamanhos, no uso de boxes, infográficos ou diagramas, o designer transforma o texto numa informação visual capaz de atingir a cognição do leitor com mais impacto.

Redesenho do Logotipo da Conclave (Rough)

Redesenho do Logotipo da Conclave (Rough)

O mesmo ocorre não apenas em grandes texto, mas em todo o tipo de informação. E por informação entenda qualquer coisa, tudo à nossa volta é informação. Portanto, tudo é passível da atuação de um designer. Imagine as embalagens de produtos, por exemplo, como seriam chatas, padronizadas e indiferentes, sem o dedinho de um designer…

Ter um mundo de informações organizadas e inteligíveis à nossa volta é uma necessidade cada vez mais presente, principalmente quando pensamos num mundo em que a informação viaja na velocidade da luz e em que somos bombardeados com novidades a cada milésimo de segundo. Então, é fácil notar como os designers (de espaços, gráficos, de produtos etc.) serão profissionais cada vez mais importantes. Algumas vezes, é necessário que alguns ditames sejam abandonados, para que o designer ocupe seu espaço e dê asas às possibilidades.

• Veja alguns de meus trabalhos aqui.





Aos fumantes, a lei!

2 10 2009

Entrou em vigor ontem a lei antifumo do município de Juiz de Fora. Com a aplicação desta lei, os fumantes não poderão mais soltar fumaça em locais de aglomeração, ambientes fechados e até nas estações de metrô (?) da cidade.

Eu cresci numa família de fumantes (pais e irmãos fumam), mas escapei do vício. Nunca coloquei um cigarro na boca, mas nem por isso me tornei aquele não-fumante chato, que não pode ver uma fumacinha e vira a cara. Mas é claro que essa fumacinha sempre incomodou. E agora, com a existência de uma lei que coíbe o fumo na presença de não-fumantes, nos sentimos mais a vontade para respirar.

De fato, basta pensarmos que nós, fumantes passivos, somos obrigados a inspirar o subproduto do consumo dos fumantes, ou seja, toda a fumaça que é engolida pelo fumante, percorre suas entranhas e é exalada, compõe o ar que respiraremos em seguida. Ora, se o subproduto do consumo de álcool e outros alimentos não é jogado sobre nós, porque o de fumígeros deve ser?!

Bem, para aqueles que ainda não estão convencidos dos malefícios do cigarro, mesmo para quem não fuma (fumante passivo), aqui vai um vídeo que representa bem o que acontece com a fumaça que sai dos pulmões de um fumante e impregna nossas narinas:

A PLANTA QUE FUMA from Fischer Fala on Vimeo.





The Pariah, The Parrot, The Delusion

18 06 2009

Há uma máxima entre os Neys* de que música boa é música estranha num primeiro momento. Quantas vezes já escutei: “o CD novo do fulano é ruim ou tem que acostumar?”. Musica boa tem que acostumar! Tem mesmo! Não é qualquer hit cheio de refrões pegajosos ou batida cadenciada e repetitiva… É algo mais complexo e, por conseguinte, mas dificil de ser digerido. Para gostar, você tem que ir se aclimatando, conhecendo e se permeando das notas, das viradas e das estranhezas.

Capa do novo Dredg

Capa do novo Dredg - The Pariah, The Parrot, The Delusion

Foi assim com o novo CD do DredgThe Pariah, The Parrot, The Delusion (capa ao lado, linda!). Aguardei o CD ansiosamente desde que foi anunciada a sua produção. Sempre perguntava ao meu irmão se já tinha saído. Quando saiu dei um jeito de conseguir logo. E, depois de ouvi-lo a caminho do trabalho, falei comigo mesmo: estranho… Perguntei a respeito ao meu irmão e ele disse que tinha achado meio ruim de primeira, mas que precisava escutar mais vezes para ter certeza.

Pois bem, hoje fazem 18 dias que o disco foi lançado e a contagem de execuções no meu iTunes está na casa dos 40, sem contar as milhares de vezes que eu o ouvi no iPod! O que dizer depois de tantas execuções: eu me “acostumei” depois  da terceira vez que ouvi, e o “trem é bão mesmo, sô”. O álbum vem ficando melhor a cada vez que aperto o play novamente. É claro que nem tudo é perfeito. Tem algumas músicas com as quais eu não me “acostumei” tanto assim. E tem a Gathering Pebbles que eu simplesmente não suporto que tem um refrão chatinho! :) Mas no todo o CD é fantástico! Muito bem trabalhado, muito inovador e bem experimental em diversos pontos. Do jeito que eu gosto!

Para quem gosta de rock, rock progressivo e som trabalhado (ou seja, música de verdade!), fica mais uma vez a dica de Dredg aqui na Toca.

Ficou curioso (a)? Então leia sobre Dredg aqui também.

*Neys: grupo de amigos que poderiam ser chamados de retardados, mas que na verdade diferem um pouco da realidade normal e chata do mundo. Atendem pelo nome de Neys devido a uma entidade que luta contra as forças caninas do número cabalístico e daquela que vem pegar. Não acredita?! Então experimente uma mesa de bar num dia inspirado… :)





Acordo Ortográfico em Quadrinhos

1 06 2009

A reforma da língua portuguesa já rendeu polêmica aqui e serviço aqui. Então chegou a hora de render um pouquinho de humor também.

Se você, fã de histórias em quadrinhos, achava que iria escapar do novo acordo ortográfico, está muito enganado. A reforma da língua portuguesa vai afetar a todos os meios de comunicação que utilizam a nossa língua como elemento. No caso das HQs, os balões, boxes e títulos serão diretamente afetados, devendo se adequar às novas regras. Mas enquanto as novas normas do idioma ainda não entram em vigor, alguns quadrinistas estão aproveitando o assunto para “tirar um sarro” da reforma. É o caso do cartunista e ilustrador Orlandeli, que fez uma série de tiras para seu personagem Grump. Cada uma das curtas HQs é uma crítica ou simplesmente um escárnio à reforma ortográfica.

As tiras foram amplamente divulgadas na internet e algumas estão sendo disponibilizadas aqui. Veja:

HQ1

HQ02

HQ03

HQ01

HQ05

HQ06

HQ07

HQ08

HQ09

HQ10

HQ11





Dia de Nerd

25 05 2009

Uma vez me perguntaram num tom pejorativo quando eu havia me tornado Nerd, e eu respondi que já nasci Nerd, só não sabia disso. Afinal, quando criança eu não tinha conhecimento de que o fato de ser apaixonado por HQs, cinema, ficção científica, fantasia medieval, tecnologia, RPG e outras coisas do gênero me credenciavam para receber um rótulo que antigamente soava como depreciativo. Mas, a despeito do que dissessem os “descolados”, eu mantive o sangue Nerd correndo em minhas veias, e hoje tenho até uma data comemorativa para isso!

Parabéns a todos aqueles que, como eu, fazem parte desse universo quase paralelo. Hoje, 25 de maio, é dia do Orgulho Nerd (eu, particularmente, tiraria esse Orgulho, pois me lembra um certo outro dia… ). O dia foi instituído em 2006 e a data foi escolhida por ser o dia em que foi lançado o primeiro filme de Star Wars. Apesar de ser comemorada há apenas três anos, a data já ganhou o renome de um Jedi, com matéria no Fantástico e promoções em lojas especializadas em produtos de cultura Nerd, como a Conclave Comic Shop. A matéria do programa da Globo até que foi legal, mas o “nerdômetro” é horroroso. Se quiser medir o seu grau de nerdísse, use o infográfico publicado nessa matéria da Super Interessante (aliás, tem coisa mais nerd do que a Super?).

Foto da matéria da Super Interessante

Foto da matéria da Super Interessante

A única coisa estranha disso tudo é saber que nós nerds estamos entrando na moda. Nerds sempre detestaram modismos, e o fato de estarmos na moda é um verdadeiro paradoxo. Mas, como paradoxo é algo típico de roteiros fantásticos e ficcionais, acho que não vamos nos importar tanto assim. Mesmo porque, esses pseudonerds que estão aparecendo por aí não passam de Padawans que têm muito a aprender (são como Pennys num mundo repleto de Sheldons). Nerd que é nerd faz piada com a própria “classe”, como neste artigo da Desciclopédia.

Então, que a Força Nerd tenha vida longa e próspera, repleta de acertos críticos, vestindo uma camisa 10+ e com poderes que superem o Super-homem! Parabéns a todos os Nerds do mundo!





O velho Progressivo nacional ainda vive!

15 05 2009

Alguns vão perguntar: como assim progressivo nacional? Isso existe?! Bem, não só existe, como no caso da banda O Terço é um clássico que nasceu em 1968. E acreditem, os vovôs ainda estão na ativa e com a corda toda. A prova disso é o lançamento de seu DVD ao vivo pela Som Livre.

Show O Terço JF

Show O Terço - Juiz de Fora - Flávio Venturini em Destaque

Tive a oportunidade de assistir ao show da banda no dia 17 de abril, quando vieram a Juiz de Fora (cidade em que venceram o festival de música). Posso dizer que os senhores dO Terço estão dando um banho em muita molecada que acha que faz música por aí. Também, era de se esperar! Uma banda que tem Flávio Venturini na sua formação não é qualquer coisa. Mesmo com uma aparência cansada, Sr. Venturini continua dando um show, seja nos vocais, no violão ou nos teclados.

Mas nem de longe o ex-integrante do 14 Bis é a única atração dO Terço. Muito pelo contrário, a banda tem um todo que se completa. Todos os membros são músicos de peso. Suas letras são muito poéticas e possuem um instrumental que vai de algo meio “Sá & Guarabira” ao “Dream Theater“. Som com aquela quebradeira clássica de progressivo, mas com melodias de extrema harmonia.

Show O Terço - Juiz de Fora

Show O Terço - Juiz de Fora - Sérgio Hinds

O que mais me impressionou na véspera do show foi perceber como tão pouca gente conhece a banda. Basta ler um pouco do histórico em seu site para perceber que o trio já teve grande renome no país. E mesmo assim, quando comentava que iria ao show, alguns me perguntavam se era algum tipo de culto religioso (por causa do nome da banda). Talvez por se tratar de um grupo que sempre esteve fora do mainstreim, que se propôs a fazer algo sem intervenção da mídia de massa e que não traiu seus próprios princípios, ficou relegado aos fãs de verdade e aos admiradores de boa música.

Bem, fica aí a dica. Para quem não conhece e curte som progressivo, é uma ótima oportunidade de valorizar alguns artistas brazucas. Para quem já conhece, fica a lembrança de que o velho progressivo nacional ainda está vivo!